terça-feira, 22 de março de 2011

Ao nosso maravilhoso CAPS!




Quem são eles? O que são? E o que fazem? Há quem os chamem de loucos, drogados, bêbados e fingidos. Há quem os julguem, recriminem, apontem, e menosprezem.  A onde é que vocês estão vendo loucos, esquizofrênicos, alcoólatras, depressivos? Aqui da platéia, eu vejo apenas ARTISTAS. Pés de valsa, dançarinos, bailarinos, nossos talentos, e não é preciso esforço algum para notar que eles encantam, emocionam e dão um verdadeiro show. Essas pessoas, são aquelas que muitos julgaram, apedrejaram ou simplesmente deram as costas e negaram ajuda. E o que eles são hoje? ESTRELAS. É, porque eles realmente brilham e iluminam. É com todo orgulho e emoção que hoje eu encho “esse texto” para falar deles. Eles são testados todos os dias, onde cada um tem sua dificuldade, sua limitação... Onde toda dor sentida é deixada de lado por eles, todo receio, vergonha e medo de estar em cima de um palco aos olhares de uma platéia inteira. Olhares atentos, um olhar diferente do outro, um pensamento diferente do outro e o que é mais provável, um mais impressionado que o outro, porque sinceramente eles ARREBENTAM! Cada apresentação é como se fosse à primeira, dos bastidores eu vejo todo nervosismo, a ansiedade de cada um, a vaidade antes esquecida, posta em cena... Cada um com a sua personalidade, uma apreensão escondida atrás de cada sorriso, mas uma vontade enorme de subir e brilhar. Por trás de todas as vestimentas, lá estão nossos personagens, elegantes e maravilhosos prontos a encarar mais uma apresentação que só nos enche de orgulho. Cada vez que os vejo sinto uma vontade ainda maior de estar no meio deles, aprendendo a cada dia uma superação, um autoconhecimento, uma vontade de continuar e de cuidar mais da gente mesmo.  Gosto de estar no meio deles, alias, não sei se tem alguém que não goste, por que estar em boas companhias é sempre bom, toda energia boa é sentida e absorvida. Vale lembrar que por trás de todo espetáculo, assim como em qualquer lugar, existe uma produção. E nós temos uma super produção por sinal. Nossos profissionais incríveis, que insistem todos os dias na melhora de cada um, no bem estar de cada um, ajudam a superar todos os obstáculos, que já não são fáceis, mas que passaram a ser não tão difíceis assim, porque é por cada uma dessas pessoas, que nossos profissionais acordam todas as manhãs, a fim de ir e levantar o astral de todo mundo. Temos dias nublados, dias tortuosos...tensos, mas no nosso CAPS, eles fazem o sol brilhar. PARABENS aos nossos profissionais, PARABENS as nossas ESTRELAS. Que cada apresentação seja ainda mais BRILHANTE, que seja sempre superada, porque vocês podem. Vocês podem porque vocês são loucos lembram? E até onde sei, os loucos são os mais felizes, e podem tudo, porque, ah é louco mesmo. Então que toda insanidade POSITIVA e MARAVILHOSA seja exposta em cada show, vocês nasceram para brilhar, são estrelas prontas!


Uma ótima semana, e um beijo a todos!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Nelson Jung Neto



É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais

Eu continuo aqui
Meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você
Em dias assim
Dia de chuva
Dia de sol
E o que sinto não sei dizer...

Vai com os anjos
Vai em paz
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez...

Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre mais eu sei
Que você está bem agora
Só que neste mundo
O verão acabou.

 Cedo demais!


E foi meu bem, embora cedo demais. Hoje 9 de março é seu aniversário, acho que foi a unica data que eu nunca esqueci.. desde que te conheci, e soube que seu aniversário era nesse dia. Eu tive tanto mais tanto carinho por voce, todos esses anos de amizade, ternura, vergonha porque a gente morria de vergonha um do outro. Lembro dos fins de tarde quase frio, voce vinha conversar com meu irmão, e eu saia la fora só pra te ver, e minhas pernas ficavam bambas só de saber que voce estava por aqui. De quando eu me encorajava a ir na sala, quando voce estava por lá. Passaram muitos muitos anos ate eu definir meu amor por você, e depois de tentativas frustradas, descobrimos que não podiamos ser outra coisa, a nao ser irmãos. Meu pai passou a ser seu pai, minha mae que vc chamava de sogra passou a ser sua mãe, meus irmãos então nem se fala. É muita coisa pra lembrar, sempre sinto saudades de quando a gente brincava ate tarde, virava a noite jogando video game, de quando voce vinha me acordar .. dos presentes que me deu, mordidaaas eu lembro voce vivia me mordendo, era muito lindo lindo lindo e voce sabia disso e se aproveitava. quando não nos preocupavamos com nada. Mas os anos passam, a gente cresce e natural do destino se afastar, pelas circunstancias da vida cada um segue a sua, mas o que passamos marcou e muito. Eu não acredito ainda que nunca mais vou te ver, nunca mais vou ver voce passar de carro e me dar um sorriso de canto. Por mais dor e saudade que estamos sentindo, nós sabemos que voce esta melhor, e agora sim esta feliz.. isso conforta porque o bom mesmo é ver quem amamos feliz, mesmo que longe da gente. Foi sua escolha, sua decisão.. e voce esta em boas mãos, em maravilhosa companhia. Nós sentiremos saudades demais, saudades eternas. Voce foi, é, e sempre sera um dos amores da minha vida .. e eu tenho certeza que só nós dois sabemos disso.Te amo ontem, hoje e pra sempre, meu irmão!

Olha por nós dai, que nosso papai do céu cuide muito bem de voce. 

DESCANSA EM PAZ nosso anjo!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Então é assim ...


Tão bom quando as coisas começam a andar na linha, alias creio que sempre esteve uma coisa meio arrastada mais sempre esteve, está. Melhor ainda é saber que está e caminhar junto com ela, na linha. Sentir que está certo, que tudo vai dar pé, que as coisas demoram mais que acontecem, tudo no seu exato tempo. E é tudo tão mínimo mais tão enorme, as pessoas, as coisas, a linha, o tempo, a espera. Não se sabe ao certo o que fez mudar, qual das coisas fez as pessoas andarem, ou qual das pessoas fez as coisas andarem. Acho que o segredo é quando une tudo dentro da linha, pra finalmente sentir-se completo!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Here and now !




Tão exato, subitamente. Inesperado, perfeito. Mais contração que
gesto. Mais reflexo que movimento. Como um passo de dança ensaiado, repetido, estudado. E executado agora, em plenitude!


Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Aqueles dias!

Lá de dentro eu só ouvia barulhos, carros, buzinas, berros e liberdade. Era como se aquela avenida agrupasse o mundo inteiro, e a única de fora, fosse eu. Sem ao menos ver que cor era os carros, de que bocas vinham os berros e a brisa de toda liberdade pairando sobre aquela avenida. Não entendi nada, nem ao menos lembrei o que eram cores, bocas e brisas. O tumulto de lá, agitava meu aconchego, perturbava meu leito. Mas a movimentação ali também era intensa, e por um instante pensei que todo o povo de fora, sequer sabia o que se passava ali dentro, ali na minha avenida. Quando o de fora quer entrar, o de dentro quer sair. E assim rodamos, quando queremos e não podemos, podemos e não queremos. Eu não queria, ou queria, ou simplesmente não tinha escolha. A agitação de dentro me pertencia, alias éramos nós quem fazia a agitação acontecer. Ta legal, talvez se eu fechasse os olhos e imaginasse apareceriam pessoas supostamente conhecidas por ali, mas não apareciam. Ao contrario, faces estranhas me cercavam, e para mim falavam outra língua já que não ouvia, e não entendia. Eu ate ouvia, mais acho que era uma linguagem de outro planeta, sei lá. Barulhos, berros, brisa misturados a frases e palavras desfiguradas. Eu estava confusa, perdida ou talvez eu estivesse desfigurada. Eu não sabia, eu tentei mais eu não sabia sequer onde estava, e todas aquelas pessoas vestidas de azul, mascaras, luvas, e todos aqueles olhares voltados para mim, justos pra mim, que não sabia nem quem eram, e o que eram, mal agradecida me senti. Eles eram iguais, um igualzinho ao outro, uns mais serenos, outros mais preocupados. Dentro daquelas faces estranhas, abri os olhos e me encontrei. Foi quando percebi haviam outros, tão desfigurados e perdidos quanto eu. Alguns, ainda adormecidos, mais idade menos idade, mais ali supostamente perdidos. E entre um movimento e outro ainda falavam comigo, foi então que absorvi tudo aquilo que ouvi distorcido. Suavemente me deram um bom dia, hora de acordar, falavam. Pensei  comigo, nem sequer eu dormi me deixem em paz. Eu quis dizer exatamente isso, mais não saiu uma só palavra, um só som. Palavras, gestos, movimento, não saiu absolutamente nada. Eu estava imóvel, completamente imóvel. O único movimento que me limitei fazer foi sorrir, e então uma lagrima caiu, uma duas três um milhão, eu ainda conseguia chorar. Nem todo sorriso e profissionalismo me cessaram. Não queria estar na companhia deles, era pra eu estar em casa já, era o combinado. Não lembrava dos dias anteriores, mas lembrava do combinado. E então quantos dias haviam se passados, um dia, dois dias, quatorze dias meu Deus! E porque eu ainda estaria ali, cadê meus amores não havia ninguém por perto. Ate que de tanto querer, minha mãe apareceu, eu senti que ela havia cumprido nosso trato, o de me encontrar depois. Mas eu não pude falar o quanto estava feliz em vê-la, e então ela me alcançou um pedaço de papel e uma caneta, e me comuniquei com ela por ali mesmo , fazia perguntas atrás de perguntas, tudo através daquele sublime pedaço de papel. Ela me explicou tim-tim por tim-tim, e minha angustia tornava-se maior ainda, em saber que nosso tempo estava acabando, ela me beijava e dizia que amanhã voltava, mas eu não queria ficar ali sozinha, era horrível dar tchau sem saber se veria ela no dia seguinte, e se ouviria sua voz, as noticias e melhor ainda os presentes que me mandavam. Era uma noite extremamente longa, e o movimento não cessava, senão comigo, com os outros a minha volta. Durante a noite eu permanecia, toda atenta sem descansar e era um cansaço sem tamanho como se eu correrá cinco quarteirões, mas a vontade de ver a luz era maior, muito maior que sono, ou cansaço. Enquanto noite vi pessoas indo, e vindo. Acho que se encontraram, e tenho certeza num lugar bem melhor. As noites eram longas, a saudade de casa, a vontade de voltar e fazer tudo o que não fizera, me levaram a enfrentar as noites, os barulhos, brisas, idas e vindas, e estranhamente aquelas pessoas. Mas resisti, enfrentei e esperei por aquele dia que se fazia nascer, aquele simples mais importante dia. Mais um dia, menos um dia!



Eu agradeço pela paciencia,e por terem acreditado tanto em mim.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Pelo contrário, às vezes um dragão saber ser gentil (...)


Fui consagrada, acredite! Acolhem-se corações, fazemos curativos e ainda lhe oferecemos um ombro, é minha oferta, aproveite! É promoção de inicio da semana, e ó lucrei hein! Talvez ate, seja uma promoção indeterminada porque é tanta procura, porque não né? Bom é sinal de as coisas vai bem, coração sinuoso, intacto e bem intacto, pois já foi reestruturado, e acreditem... Sozinho. Feito lagartixa que reconstitui a própria cauda, aqui é assim. Reconstitui-se individualmente, ta legal pode parecer egoísmo, orgulho e todas essas coisas que se dizem de quem vive sozinho sem ter amor e bla bla bla. O coração tá bom eu respondo sempre, vezenquando tem aquelas palpitações, rola um frio, um calor e um pensamento lá longe todo encabulado. Um gelo por dentro, iceberg. Ai meu Deus, deve ser os sintomas. Pois é. Nada mal, nada péssimo e de tão péssimo que se afoga hahaha, mas em todo caso, a gente acostuma, essa é a verdade. Acostuma, acostuma, palavrinha bem usada, ousada. E como ousa, acolhemos também confusões, e tormento, lamentações. Acumulam-se, amontoa-se, manda pra cá que tem espaço de sobra. É assim essa constante busca, procura de ombro, o meu ombro. Com toda modéstia ombros fortes. Tenho me achado um tanto forte, e não é de hoje não. Comportamento contextual, oculto. O que é não é meu é frágil, é sentido, estranhamente eu sinto fragilidade pelo outro. Audácia minha, me infiltro, me misturo e flui tão naturalmente, que acabo fazendo parte do elenco, daquela estória, porem completamente real e humana. Ajudo, ajudo sim não precisa nem dizer, dá pra sentir aqui de longe. Daqui dessa redoma onde nada atinge nada que venha urubuzar aqui é do bem, pode vir. Há quem diga que o bem atrai o bem, e por tanto tempo e inúmeras vezes me apontei mal, me fiz de mal e tão mal me fiz que atraia toda bondade alheia. O que é bom é claro, me sinto uma espécie de santa, um confessionário ou sei lá apenas amiga, como queiram me chamar. Por que amigos tenho lido muito, procurado por respostas exatas, mas confesso que sem sucesso, talvez tenho procurado em lugares extremos, tão longe que não encontro, e reviro, transviro, me viro, e nada. Tenho pra mim que toda essa exatidão não se ache em livros, jornais, revistas ou pedaços de papel. E sim dentro da gente, na arte do tempo e na extremidade da vida. Sabemos disso, não sabemos?!









Beeeeijos

sábado, 1 de janeiro de 2011

Tudo novo, de novo !


Muito bem, o que fazer agora? Ta certo, eu tenho o dia todo pela frente, mas são exatos meio dia e meio de 1º de janeiro de 2011, e eu já estou desesperada!! Tá bom tá bom é mentira, não estou desesperada nem ansiosa, na verdade é que eu estou cheia de fé. Não de que o mundo mude, e tenha paz em que todos se amem, eu nem acredito em um mundo melhor. Quer saber, não acredito mesmo. Aqui ou na China, vai haver sempre alguém se amaldiçoando e desejando o mal do outro, é lei da vida acho eu. Tem gente que tem gana por infernizar a vida do próximo, como existem aqueles que têm sede e facilidade em perdoar, ajudar e compreensão com os outros. Não sei qual a maioria ou minoria, acho que mundo ta meio divido, divide-se, multiplica-se, soma-se ah todas essas coisas ai da matemática, alias nunca fui boa nisso. Eu fui boa em português toda aquela literatura me interessava muito, ta certo que eu não entendia mais eu me esforçava. Mas hoje, ah hoje eu não sou boa em muitas coisas não, mais uma coisa eu sou, sou boa em despistar, e sumir ai sim eu sou mestre das desculpas. Me falam isso, lorota, conversa pra boi dormi... Tá legal eu sei que sou, mas o que posso fazer. Quando mais longe melhor, as coisas de perto me assustam, são enormes. Maiores que eu, ai não dá. Raras são as situações em que eu desejo estar, mas não vou, mas morro, morro mesmo na vontade de estar lá; TOTALMENTE DEMAIS! Sabendo que o mundo não muda só porque é primeiro de janeiro de tanto faz o ano, eu não sou de promessas, nem pular ondinhas, ate por que virei meu ano fazendo palavras cruzadas, é talvez eu tenha comido algumas uvas, mas não entendo dessas simpatias ai de virada de ano. Quem sabe passar o ano fazendo aquelas palavrinhas embaralhadas me dê muita sorte, me de mais dedicação e mais sabedoria, ah MA-RA-VI-LHA! Não preciso de amor, nem de paz, muito menos de dinheiro, hmmmmmm tá bom é mentira, preciso de dinheiro sim, com ele eu compro um amor novinho em folha, e paz, ah! Não sei não, onde compra?