Assim como varias situações em que passamos na vida, não sei hoje por onde começar, nem sobre o que falar citar, comentar que seja. Minhas inspirações estariam literalmente se esgotando? Quando nada aparece para me fazer pensar ou refletir para que enfim surgisse assunto. Seria exagero meu? Estou completamente desesperada, minha cabeça está com algum vazamento, pensamentos se esvaindo, devo estar com a síndrome da cabeça oca? Exageros de lado, brincadeiras a parte. Quem nunca se viu em pleno desespero a ponto de exagerar e fazer se maior que realmente é. Todo mundo tem seu momento EFUSIVO, onde tudo é demais. Quem dera pudessem ouvir o que eu penso antes de dormir quando os pensamentos sincronizam com o repouso do corpo, idéias reabastecidas e a cabeça saturada por tantos assuntos. Pudera eu ser sonâmbula ao menos, e escrever enquanto estou em transe com o sono. Não sendo assim, temos responsabilidades. Não há pessoa no mundo que não tenha. Alguns cumprem, outros não, mas cada um tem a sua. Assim como os pais com os filhos, professor com aluno, médico com paciente, nós mesmos, com a nossa vida. Levar a risca um trabalho iniciado não é pra qualquer um, desistimos facilmente. Porém levamos a sério apenas aquilo que nos convém não é? O dia a dia em si conspira, e tem dias que acordamos a fim de abandonar tudo, afinal a sensação de estagnação nos limita e cria barreiras com aquilo que realmente sentimos e queremos. Ter responsabilidade realmente nos faz melhor, maior. Um emprego, um relacionamento, um TRA-TA-MEN-TO. Vale o esforço de ser responsável, não por a perder todo um trabalho, perder quem amamos, e o pior a vida. Sendo assim passamos a merecer respeito e a satisfação de estar sendo confiável, e mantê-la nos faz melhor ainda. É bom sentir a sensação de dever cumprido, trabalho feito, bem feito ou não... Um dia sim, outro dia não, temos dias que não estamos muito bem, mas afinal o propósito é não ter dias exatamente iguais, extravase um tanto, tire o pé para fora da linha, não vá muito longe... Mas permita-se, com responsabilidade!
terça-feira, 21 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Sinais
Há alguns dias perguntei a mim mesma se tenho a noção de que o tempo só corre. Ele não volta. Independente de obstáculos e dificuldades, ela (A vida) SÓ vai para frente! Quando se ouve a reclamação de que “Ah minha vida não vai para frente” Mentira! Ela vai sim, mais e você? Vai junto com ela? A gente não se dá conta que temos uma única vida, e ela esta passando. Ela não espera e nem pára pra esperar você. Por isso quando ouvimos – aproveite enquanto é tempo... E faz todo sentido. Difícil é se aproveitar quando temos tantos problemas e quando parece que tudo retrocede e da errado... Mas a vida é assim. Temos apenas uma, e a gente faz dela o que quisermos você pode escolher vivê-la ou não. Vale à pena cuidar de quem anda ao nosso lado, e pensar antes de algumas atitudes, ou de extravasar quando se pensa demais. Divirta-se mais, sorria mais, ame, pule, cante, dance, procure a felicidade nos pequenos detalhes, dê valor para as pequenas coisas. É fácil falar, ou escrever que seja... Mas tentar pode estar ao nosso alcance, basta querer. O tempo voa sim, mas não se desespere, temos o tempo exato para fazer tudo àquilo que nos foi planejado. Paulo Coelho diz que “E talvez seja por isso que você esteja agora lendo essas linhas... Tente observar melhor o que está a sua volta. Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou ainda”. Os sinais estão por todos os lados, ficar atento faz parte e reconhecê-los, mas ainda. Isso vale para todas as pessoas, nem todo dinheiro do mundo pode comprar um dia já passado, o que fizemos jamais voltará, chances nos permitem a consertar ou refazer, a escolha é sua. Viva como se fosse o ultimo tempo, aproveite o dia!
terça-feira, 31 de maio de 2011
É impossível .. viver sozinho!
Tão bom quando as coisas começam a andar na linha, aliás, creio que sempre estiveram uma coisa meio arrastada mais sempre esteve, está. Melhor ainda é saber que estar é caminhar junto. Sentir que está certo, que tudo vai dar pé, que as coisas demoram mais que acontecem, tudo no seu exato tempo. E é tudo tão mínimo mais tão enorme, as pessoas, as coisas, a linha, o tempo, a espera. Não se sabe ao certo o que fez mudar, qual das coisas faz as pessoas andarem, ou qual das pessoas faz as coisas andarem. Há quem diga que ser independente e fazer tudo sozinho é melhor, é prático. Que pedir menos é incomodar menos, quanto menos melhor. Há quem pense, muitas pessoas pensam, eu já pensei. Teimosia e orgulho, cruel é julgar-se pedra, achar que atrapalha tudo e todos, que pedir favor é incomodo demais. Ficamos então naquela individualidade moldada a solidão. É prático... Não se ouve desaforo nem cobrança depois, bom assim, sim. Pode durar um tempo, achar que é bom, mas... Nem tanto. Há amigos que sabem quando necessitamos ajuda, amigos que partem, nos deixam cedo demais... Mas que deixam um pedaçinho do coração no coração da gente, amigos família, amigos que chamamos de PSICÓLOGO, amigos TERAPEUTAS, ENFERMEIROS... Amigos de oi daqui, oi dali... Apenas do mesmo ambiente. Aqueles anjos que chamamos de amigos, amigos que chamamos de anjos. Amigos que não se conhecem mais só de ouvir falar já sabem que são amigos, aqueles distantes mesmo assim presentes na vida, ou amigos de perto, porém, ausentes, mas sabendo à hora exata de reaparecer. Amigos que chamamos de pau pra toda obra, são ótimos todos querem, já outros são contrário total, esses definimos abusados e folgados, mas... Que assim seja, todo o bem que fazemos aos outros ah, um dia eles voltam pra gente. Sendo assim, creio na sorte. Assim como tudo na vida, renovamos todos os dias nossos vínculos, nosso circulo de amizade, faz sentir-se querido e prestativo. Difícil é viver acomodado a carência, certa música diz “É IMPOSSIVEL SER FELIZ SOZINHO”, e não é? Não importa se presente ou ausente de perto ou de longe, bom é ter alguém e para ter, basta existir!
...
terça-feira, 3 de maio de 2011
Rainhas!
Diferente de semana passada, para esta semana temos assuntos pra dar com o pé. Assuntos alvoroçados, mas que logo serão esquecidos, deixados de lado, ou substituído por uma noticia maior, e assim por diante. Já estamos em maio, e temos varias comemorações, Dia do trabalhador, Dia das comunicações, Dia das Famílias, Dia do sol (olha só que interessante), entre outros. E falando em sol, não podemos esquecer de um dia especial deste mês, pois é... O Dia das MÃES. Ironia é claro, como esquecer do dia da pessoa mais importante das nossas vidas? Modéstia minha né! Como falar de MÃES, e não sentir o coração pular, a garganta secar e os olhos se encharcar. Naturalmente acontece sem que façamos esforço algum. Não é fácil falar delas, e creio que não existe definição certa, na verdade MÃE é um pedaço da gente. Uma vez ouvi dizer que DEUS não poderia estar em todos os lugares, por isso criou as mães. Infelizmente existem aquelas exceções, digo infelizmente porque MÃE que joga filho no lixo não é MÃE. Mas opiniões à parte, a maioria é que conta. E a maioria assim como as nossas, são anjos. Elas são chatas, super protetoras, curiosas que só vendo... e realmente se queimam completamente por nós. É verdade elas são mesmo, e sabem disso. Algumas mais, outras nem tanto, mais todas elas tem algo em comum, um amor sobrenatural. E o melhor de tudo é que sentimos, é um amor que não permanece escondido, é exposto á quem queira saber e ouvir, e o melhor é totalmente recíproco. Mas como agradecer por tudo o que que fazem, e por tudo o que continuam fazendo, é muita coisa, levaríamos uma vida toda pra pagar, o que não é ruim... Então começamos a agradecer todos os dias de pouquinho em pouquinho, mãe é mãe graças a DEUS, e por mais diferentes, elas são praticamente iguais, cada qual com a sua beleza, dedicação, preocupação, delicadeza. São guerreiras literalmente, enfrentam dragões, matam um leão por dia, sem escudos, nem espadas... a punho mesmo, apenas para nos proteger. Porque elas são do bem, são abençoadas e foram escolhidas à dedo por DEUS para nos dar a vida, e nos carregar a vida toda. O que nos resta, é lembrar todos os dias do amor que temos e agradecer. (A minha MÃE eu agradeço à parte, por que ela eu considero rainha. OBRIGADA por toda proteção e preocupação, por nenhum dia se quer ter desacreditado ou desistido de mim, dias e dias em total desconforto e ainda sim continuar do meu lado com um sorriso novo a cada manhã, apenas pra me confortar... mesmo as noticias não sendo as melhores. Sou grata a vida toda por seu apoio, por agüentar minhas falhas, chatices ou exigências (o que não é muito né?). Posso dizer de coração que fui abençoada várias vezes, mais a minha maior benção foi... ter você, Sandra como MÃE!) Á todas as MÃES amadas que estão aqui presente, e a todas as MÃES que estiverem ouvindo, PARABÉNS pelo dia de vocês... Aproveitem, usem e abusem nesse dia dos filhos de vocês, nós agradecemos de todo coração!
Ótima semana um beijo a todos, em especial pra minha MÃE !
Marcelli Neris
03/05/2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Dias desiguais
Em meio à tanta coisa acontecendo, tem dias que não tem dia. Nada tão visível ou que seja tão lembrado, tipo o dia de hoje. Alguns fatos antigos, eventos históricos, nascimentos... coisas de todos os dias mas nem tão importantes. Ai assim eu sem assunto fixo ou tão vulnerável, as coisas se complicam pra mim. E complicada por complicada eu sou bastante, e quem não é? É muito relativo, e se pararmos para analisar cada pessoa, ah a diversidade é incrível, uma mistura de emoções, sentimentos, e ações. Onde cada um tem a sua própria personalidade, e as características em comuns, passam a ser dispersas na prática. Penso que bom que temos o livre arbítrio e o direito de ir e vir, estabilizar. Meia volta volver. Porque analisar nosso próprio comportamento pode se tornar bem chato para alguns, ou para todos. Pensamentos demais, contradições demais, uma hora uma coisa, outra hora já não é, gosta de uma coisa por fim faz outra, pra agradar alguem .. pra ganhar vantagem, ou apenas por não ter opção. Penso que ficcionalmente usamos mascaras, seja ela para tratamento de pele, baile à fantasia ou apenas para disfarçar sentimentos. E cada dia relativamente saímos de casa com alguma que seja, nenhum dia é igual ao outro, no decorrer notamos algo fora da linha, mas que bom que ocorre, tão tão na linha, o trem passa por cima. Liberte-se então, da expectativa de que tudo saia como planejado, esteja aberto a novidades e improvisações. Tentamos compreender porque as coisas supostamente não dão certo quando queremos muito que dê, é imediato pensar que estamos sendo castigados, ou que “nunca da certo pra mim” nos fazer de vítimas acaba tornando sinônimo de resposta pra gente, é mais fácil ver o que há de errado e se condenar do que parar pra pensar e ter a paciência de encarar que as coisas dão certo exatamente na hora em que tem que dar. As precipitações dificilmente nos levam a um resultado bom, e a paciência realmente é para os fortes. Porque pavio curto é mente fraca, fisicamente, psicologicamente e teoricamente. Ser paciente é uma dádiva, ate mesmo pra quem não tem assunto, mais inventa qualquer coisa, teoricamente falando, é claro!
Ate mais!
domingo, 24 de abril de 2011
Eu e Ela! (MM)
(Melhor do que ler, é sentir e viver. Em meio a tantas crônicas dela, encontrei uma que me identifica, condiz exato com meus dias e tudo que venho querendo explicar, há dois dias pra ser mais exata. Saudades, sonhos ... e me sinto lisonjeada por poder sonhar com ele!)
Matando a saudade em sonho
A saudade não tem nada de trivial. Interfere em nossa vida de um modo às vezes sereno, às vezes não. É um sentimento bem-vindo, pois confirma o valor de quem é ou foi importante para nós, e é ao mesmo tempo um sentimento incômodo, porque acusa a ausência, e os ausentes sempre nos doem.
Por sorte, é relativamente fácil exterminar a saudade de quase tudo e de quase todos, simplesmente pegando o telefone e ouvindo a voz de quem nos faz falta, ou indo ao encontro dessa pessoa. Ou daquele lugar que ficou na memória: uma cidade, uma antiga casa. Podemos eliminar muitas saudades, enquanto outras vão surgindo. A saudade do gosto de uma comida, de um cheiro do passado, de um abraço. Há muitas saudades possíveis de se conviver e possíveis de matar. A única saudade que não se mata é a de quem morreu. Matar, morrer. Que verbos macabros para se falar de nostalgia.
Já ouvi vários relatos sobre a saudade que se sente de um pai, de um avô, de um filho, de uma amiga, dos afetos que nos deixaram cedo demais - sempre é cedo para partir, não importa a idade de quem se foi. Ficam as cenas guardadas na lembrança, mas elas se esvanecem, recordações são sempre abstratas. De concreto, palpável, tem-se as fotos e as imagens de gravações caseiras, mas de tanto vê-las, já não vemos. Já a sabemos de cor. Não há o rosto com uma expressão nova, a surpresa de um gesto inusitado.
Como, então, vencer a saudade com algo que seja mais parecido com presença?
Através do sonho.
Uma mãe que perdeu seu filho quatro anos atrás me conta que todos em casa sonham com ele, menos ela. Para sua infelicidade, ela não tem controle sobre isso, simplesmente não recebe essa bênção, e queria tanto. E eu a entendo, porque através do sonho a pessoa que se foi nos faz uma visita. Pode até ser uma visita aflitiva, mas a pessoa está de novo ali, ela está interagindo, ela está sorrindo, ou está calada, ou está dançando, ou escapando de nossas mãos, mas ela está acontecendo em tempo real, que é o período em que estamos dormindo, e que faz parte da vida, e não da morte.
De vez em quando sonho com minha avó e sempre acordo animada por ela ter encontrado esse meio de me dar um alô, de me fazer recordá-la. Observo seu jeito, ouço sua voz e penso: quem roteirizou esse sonho? De onde vieram suas palavras para mim? A resposta lógica: meu inconsciente falou através dela, só que isso tira todo o encanto da cena. Prefiro acreditar que ela é que esteve no comando da sua aparição, me dizendo o que tinha para dizer, nem que fosse uma frasezinha à toa.
Por sorte, é relativamente fácil exterminar a saudade de quase tudo e de quase todos, simplesmente pegando o telefone e ouvindo a voz de quem nos faz falta, ou indo ao encontro dessa pessoa. Ou daquele lugar que ficou na memória: uma cidade, uma antiga casa. Podemos eliminar muitas saudades, enquanto outras vão surgindo. A saudade do gosto de uma comida, de um cheiro do passado, de um abraço. Há muitas saudades possíveis de se conviver e possíveis de matar. A única saudade que não se mata é a de quem morreu. Matar, morrer. Que verbos macabros para se falar de nostalgia.
Já ouvi vários relatos sobre a saudade que se sente de um pai, de um avô, de um filho, de uma amiga, dos afetos que nos deixaram cedo demais - sempre é cedo para partir, não importa a idade de quem se foi. Ficam as cenas guardadas na lembrança, mas elas se esvanecem, recordações são sempre abstratas. De concreto, palpável, tem-se as fotos e as imagens de gravações caseiras, mas de tanto vê-las, já não vemos. Já a sabemos de cor. Não há o rosto com uma expressão nova, a surpresa de um gesto inusitado.
Como, então, vencer a saudade com algo que seja mais parecido com presença?
Através do sonho.
Uma mãe que perdeu seu filho quatro anos atrás me conta que todos em casa sonham com ele, menos ela. Para sua infelicidade, ela não tem controle sobre isso, simplesmente não recebe essa bênção, e queria tanto. E eu a entendo, porque através do sonho a pessoa que se foi nos faz uma visita. Pode até ser uma visita aflitiva, mas a pessoa está de novo ali, ela está interagindo, ela está sorrindo, ou está calada, ou está dançando, ou escapando de nossas mãos, mas ela está acontecendo em tempo real, que é o período em que estamos dormindo, e que faz parte da vida, e não da morte.
De vez em quando sonho com minha avó e sempre acordo animada por ela ter encontrado esse meio de me dar um alô, de me fazer recordá-la. Observo seu jeito, ouço sua voz e penso: quem roteirizou esse sonho? De onde vieram suas palavras para mim? A resposta lógica: meu inconsciente falou através dela, só que isso tira todo o encanto da cena. Prefiro acreditar que ela é que esteve no comando da sua aparição, me dizendo o que tinha para dizer, nem que fosse uma frasezinha à toa.
Martha Medeiros
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Silêncio dos inocentes
Estamos horrorizados. O Brasil está em luto, e a indignação a solta. Estamos pasmos com tanta violência, coisa de louco (literalmente). Tivemos uma semana tensa, conturbada. Imaginando tantos porquês, e são milhões de pessoas fazendo a mesma pergunta. Como pode uma ação insana mobilizar um mundo, parar tudo e tomar atenção de um todo. Ações como essas, só nos traz a certeza de que não há respeito entre os seres humanos, e uma frieza sem tamanho. Acho que a vida nos dá oportunidades, escolhas, opções e nem sempre são as mais fáceis, e nem a mais rápida. Há desigualdade sim, há desrespeito, preconceitos, crueldade e acredito que todos levam a uma única ação, a violência. Fácil é apontar os defeitos dos outros, as diferença dos outros, zombarem de erros alheios, criticarem então, moleza. É realmente é, mas fácil agir assim, do que tentar ajudar, dar a mão, um apoio e que seja uma compreensão. Um silencio ao invés de um bate boca, uma conversa antes de uma agressão desnecessária, uma pergunta antes de julgar o próximo. Seria um sonho, e de tanta gente pedir e fazer a sua parte é que estamos assim, em pleno terror. É bom sonhar sim, e mais que sonhar é desejar que as coisas melhorem que tudo vá muito bem e que as diferenças sejam superadas; mas ficar só no desejo não resolve em nada, somos uma única pessoa pra milhões a fora, e o que podemos fazer para mudar tudo isso, se sou apenas uma pessoa. Bom é pensar que pode começar por você mesmo, que a vida caminha dentro do seu devido tempo e que as coisas não são imediatas como esperamos, e como esperamos. Mas que nossa mudança comece por nós mesmos, e que não é preciso estar à vista de todos, mais a nossa própria. Que nosso conceito seja aceito sem controversas com nossos sentimentos ou com a nossa vontade de ser e não ser, escolher ser boa pessoa sem esperar algo em troca é um bom passo. A vida por si nos da à recompensa pelo bem ou o mal que fazemos, a alguém. Todo o bem que fazemos nos é dado em troca de alguma forma, e vice e versa. Enquanto tentamos compreender, ficamos com a certeza de que o mal existe, e que ele faz sofrer. Assim como tantos e tantos brasileiros e metade do mundo, deixamos nosso carinho e conforto para as famílias daquelas crianças. Jovens inocentes e puros que não tiveram a chance de se defender e tiveram seus sonhos interrompidos. A igualdade se mostra assim, quando há solidariedade mesmo que seja a km de distancias. Ficamos assim com a sensação, e certeza de que a vida passa rápido demais. Desejamos que todo mal fique longe, e que acreditar nisso é mais fácil do que encarar a realidade.
Crônica lida na rádio dia 12/04/2011
Marcelli Neris
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